Amor ...?

Simplesmente por que te amo e um dia vou deixar de saber quem és.

Domingo, Fevereiro 25, 2007

Muito tempo depois...

Hoje voltei ao meu baú das memórias.
Deverei dizer "más memórias"?
Talvez não!

Hoje voltei aqui e verifiquei que já não sei quem és.
Já não me importas.
Não sinto curiosidade em saber onde estás, o que fazes, quem és...

Tive a certeza disso quando, há semanas, encontrei por acaso uma foto tua no meu computador.
Olhei atentamente para a foto e pensei "quem és?"
A foto não me disse nada.
Apenas senti que era para apagar.
Não guardo fotos de desconhecidos no meu computador nem em lado nenhum.

Passei por uma terrível fase da minha vida, mas talvez fosse mesmo isso que eu necessitava - uma pancada literal - para acordar e ver bem como eras.
Como posso eu, algum dia, ter pensado que poderia ser feliz contigo quando sempre e apenas te preocupaste só contigo?
Eu era apenas a parte que poderias exibir para apagares e te redimires dos erros do passado.

Sinceramente espero nunca mais ter notícias tuas.
Não é por mais nada.
É simplesmente porque não me importa.

Há quase um ano que não me lembrava de ti e há quase dois anos que tudo acabou.
Curioso como parece há muito mais tempo!
Só tive de voltar a relembrar-me de quem eras quando, de certa forma, tentaste forçar a tua imagem na minha memória.
Lamento.
Não resultou.

Sei que falei em amor, mas foste embora quando eu finalmente começava a amar-te.
Lamento agora dizer que se calhar me precipitei.
Não era amor.
Não poderia ser amor.
Não se pode amar verdadeiramente alguém que nem nosso amigo é ou foi algum dia.

E agora digo com certeza, a única pessoa que sei que amei,
Um amor plenamente platónico,
(e foi por isso que foi lindo, por nunca ter acontecido sequer um beijo!),
Foi o Pedro.

Foram quase sete anos a amá-lo e quase três para esquecê-lo.
E depois o amor tornou-se em algo maternal.
Apenas isso.
Mas tu nunca acreditaste em mim.
Sempre tiveste ciúmes de uma pessoa que nunca me teve.
Sempre achaste que o Pedro estava no meio de nós,
Quando o Pedro, no fundo, seria sempre uma parte marginal,
Um amigo.
Somente isso, um amigo.

Lamento se achei que te amava.
Gostava muito de ti, estava a começar a amar-te,
Mas quando começaste a trair a minha confiança,
O amor que começava a sentir retraiu-se.
Começou a desaparecer.
Sei que se não tivesses terminado tu, teria sido eu.
Talvez um mês, dois depois, mas eu não conseguiria continuar.

Amor?
Amamos primeiro a pessoa como amigo.
Foi isso que sempre me faltou e agora reconheço-o.
Confiamos na pessoa!
Amor?
Sentimos pela pessoa que nos tem amizade,
Que nos faz rir quando não temos vontade,
Que nos faz sorrir com a sua simples presença,
Que nos surpreende com uma simples mensagem logo pela manhã,
Ou à noite antes de adormecermos.

Amar?
Amamos quem tem coragem de nos ligar seja a que horas for,
Quem tem dignidade de nos atender a meio da noite,
Quem tem paciência para nos fazer companhia numa caminhada pelo meio de nenhures mesmo quando nós não conseguimos dizer palavra.

Amar?
Amamos quem tem a sensibilidade de perceber que precisamos de um abraço e nos abraça mesmo sem pedirmos e mesmo sem saber se iremos reagir bem ou mal.
Amar?
Amamos quem se preocupa connosco, quem liga só para saber como estamos.

Nunca poderia ter sentido amor por ti!
Precisei de ti tantas vezes, em especial quando a minha vida se começou a desmoronar, e foi nessa altura que partiste, que desligavas o telemóvel, que estavas "ocupado".

Nunca poderia ter conseguido amar alguém como tu.
Amo as pessoas alegres, honestas, simpáticas, sinceras, bem humoradas, fiéis aos seus princípios.
Tu sempre foste calculista e nem sabias bem quais eram os teus princípios, além de quereres sempre uma forma rápida de subir na vida.

Dói muito ver que consegui ser tão cega assim.
Por ter gostado de ti, mesmo sendo tu como eras,
Mesmo quando, durante um ano, me tentaste boicotar os estudos:
sabias que eu tinha de me levantar às 4 da manhã e tentavas estar comigo ao telefone até às 2 só para teres a certeza que no dia seguinte não conseguiria apanhar o autocarro para ir estudar.
Mas consegui. Consegui sempre!

Consegui andar mais de um ano a dormir menos de 4 horas por noite,
Consegui ser bem sucedida contigo,
no meu trabalho,
nos estudos,
em casa,
com os amigos...
Tive tempo para tudo.
Mas era demais para ti ver que eu conseguia dar conta de tudo aquilo que amava.
Era demasiado para os teus ciúmes doentios ter pessoas que realmente gostavam de mim como eu sou, com todos os meus defeitos, enquanto tu reclamavas por eu me fechar e sofrer em silêncio sempre que eras injusto para mim.

Eu não sou do tipo que aponta o dedo às pessoas só por apontar.
Tento compreendê-las.
Sou totalmente diferente de ti.

Sei que as circunstâncias da vida te tornaram na pessoa amarga que és.
Mas não tinhas nem nunca tiveste o direito de o ser comigo, que sempre te tratei bem e sempre te ajudei em tudo, sacrificando-me a mim mesma até.

Desculpa se eu pensava que era amor, mas não era.
E a distância não ajudou, mas tinha de ser sempre eu a fazer para a encurtar pois, quando eras tu, ainda discutias comigo.
E eu aguentava.
Sempre.

Peço desculpa por não te ter amado mais que uma milésima de segundo, mas era impossível.

O amor deve começar com a amizade.
Foi isso em que sempre acreditei.
E foi isso que sempre menosprezei.
Mas agora já não.
E também nunca acreditei em relações à distância.
Não quando só um se esforça.

Para amar,
devemos primeiro conviver com a pessoa, dia-a-dia,
aprender a conhecê-la,
a ver as suas reacções,
a reconhecer quando está triste,
quando está feliz,
quando está preocupada,
quando precisa de mimos,
quando precisa de um amigo.
Tu nunca foste meu amigo.
Nunca te preocupaste comigo enquanto amiga,
Apenas te preocupava o que os outros iriam pensar da tua "namorada que estava longe de ti, estudava mais que tu e ganhava mais que tu".

Nunca foste nada parecido com um amigo.
Viste a forma como eu amara o Pedro.
Quiseste o mesmo para ti.
Começaste a tentar conquistar-me e eu resisti.
Sempre tive um palpite que não eras pessoa para mim.
Mas deixei-me levar e comecei a ver coisas boas em ti que me fizeram apaixonar.
Quiseste ser o Pedro.
Mas ninguém pode ser ele.
Não o amo.
Não quero nada com ele.
Mas ele sempre foi sincero comigo.
Nunca me mentiu.
Sempre me deu a mão para prosseguir, quando eu não tinha forças para andar.
Tu foste sempre o oposto.
E achaste sempre que o Pedro estava no meio.
Ele nunca esteve no meio.
Amei-o.
Foi bonito ter crescido com esse amor.
Só isso.
Foi belo porque nunca houve nada.
Foi bom porque aprendi a amar.
E um dia quando amar alguém a sério,
Alguém que esteja perto de mim,
Que seja meu amigo,
Que seja sincero,
Que me faça rir porque lhe apetece
Ou que me telefone apenas por que sim,
Nesse dia poderemos ambos agradecer ao Pedro que,
Sem saber,
Me ensinou a amar.

Quem sabe se esse dia não chegou já?

Tu?
Simplesmente não existes.
Nada significas.
Nunca poderás constituir ameaça para ninguém.
Nem o Pedro poderá ser ameaça.

Se não te disse adeus como devia ser, digo agora: ADEUS!
Só isso.
Nada mais.

Segunda-feira, Maio 22, 2006

What this girl wants, what this girl needs...

Preciso amar! E de ser amada! De confiança, segurança... Dar e receber provas de amor. Preciso de quem lute por mim pois eu também sei lutar. Preciso de alguém que saiba o que quer e me mostre em gestos e não só em palavras aquilo que quer. Preciso e quero ser e fazer feliz!!!

Quarta-feira, Março 29, 2006

Afinal eu consegui!



Talvez seja esta uma das últimas mensagens que te dedico. E somente por que estou mesmo muito feliz. A parte da nossa relação de que eu mais tinha saudades foi recuperada.

A tua mãe ligou-me. Continua a gostar muito de mim e eu dela. E sei que ambas fomos sinceras. Ela é uma pessoa muito especial, que eu julgava ter perdido. Afinal nada está perdido. Tenho a certeza que poderemos ser amigas para toda a vida. Falámos cerca de meia hora e nem foste referido. Falámos de nós, trocámos confidências e ela deixou bem claro que não tem nada a ver comigo e contigo, com o "nós" que houve e deixou de existir. Seremos amigas e não tens nunca de estar à mistura.

Sinto-me agora recomposta. Tinha imensas saudades dela e sei agora que não a perdi. Nessa parte não vais nunca vencer. Mais ainda, sei que ela sabe que eu nada tive a ver com as horríveis coisas que inventaste. E é ela tua mãe. E acredita em mim, porque eu percebi isso. Mais feliz não poderia estar. Um grande beijinho para ela. E um grande e final adeus para ti. Hoje é de vez. Deixaste totalmente o meu coração. Um T1000, enorme, cheio de amor para dar e receber, vazio e pronto a ocupar pelo homem mais especial deste mundo.

Quinta-feira, Março 23, 2006

O homem ideal

Pré-Requisitos:

1 - Não ser o ex!
2 - Não fumar!
3 - Não ser ultra-ciumento!
4 - Não ter problemas por eu estudar!
5 - Gostar de estudar e respeitar isso!
6 - Ser (muito) paciente!
7 - Não andar a viver às custas de ninguém.
8 - Ser minimamente inteligente (isto inclui ter mais de um Tico e de um Teco na cabeça!).
9 - Não pensar/falar/viver à conta de futebol, gajas e sexo.
10 - Saber sorrir.
11 - Ter bom-humor.
12 - Não morar longe.
13 - Não ser egocêntrico/egoísta!
14 - Ser comunicativo (i.e. não ser um vegetal)!
15 - Ter opinião própria (entenda-se: não ser um pau mandado)!
16 - Ser romântico.
17 - Ser carinhoso.
18 - Ser honesto!
19 - Não querer a "gaja" fechada em casa com medo que a roubem!
20 - Ser fiel!
21 - Ser atencioso!
22 - Dar uma mãozinha em casa.
23 - Não fazer cenas em público.
24 - Ser mais alto do que eu!
25 - Confiar em mim!
26 - Não ser violento!
27 - Ser honesto e trabalhador!
28 - Gostar de viajar/passear.
29 - Não ser bronco!
30 - Não gostar ainda da ex!!!!!
31 - Saber surpreender!

E agora que já pedi os impossíveis... deixem ver o que me calha... Sim, porque eu cada vez mais acredito em Contos de Fadas pois os Monstros todos já eu conheci. Venham agora os Príncipes, se tiverem coragem!

O que não quero



Não quero voltar a andar com incertezas.
Para longe os dias tristes,
A saudade,
A tolerância em excesso.

Vendo bem, agora estou como sempre deveria estar...

Quarta-feira, Março 22, 2006

E outro dia que passa...


Passa-se o tempo e tudo muda.
E eu bem disse que um dia não me iria lembrar de ti.
Esse dia aproxima-se cada vez mais.
E já não dói como doía.
Só dói a memória,
Ver tanto tempo desperdiçado com Coisa Nenhuma.

Mas esses tempos passaram.

Agora resto eu, a parte melhor,
a sarar...

A vida é bela...



Sem ti para me enervares,
Sem ti para ataques de ciúmes,
Sem ti para mil e um queixumes,
Sem ti para mil exigências.

Estou livre!

De ti e da parte de mim que me travava demais.
Agora sou mais eu.
Mais feliz e mais segura.
Sem travões para o amanhã:
no trabalho,
nos amigos,
nos contactos,
nas relações,
no sorriso,
no amor,
em todo o lado,
sem travões,
onde quer que for!

E gosto de mim assim!!!

O meu amor é eterno,
Mas para quem o merece,
Para quem por ele tece
A linha imaculada da paixão
Pois só assim, com sinceridade,
Ganhará o meu coração.

Segunda-feira, Março 20, 2006

Do pedestal...



Do pedestal,
Bem acomodada,
Fico a ver-te cair.

Haverá vingança mais saborosa
Que ver-te tratar da própria queda
E assistir,
Apenas do pedestal,
Sabendo que nunca terei culpa de nada?

Domingo, Março 19, 2006

Se calhar...


Hoje tive mais uma daquelas notícias sobre ti.
Pelos vistos agora já podes tirar férias quando bem queres,
Férias prolongadas para ires onde quiseres.
É curioso ver como as pessoas se adaptam às situações consoante estas lhes agradam ou não.
Por outro lado, talvez agora já tenhas ficado rico, ou talvez tenhas decidido "chular" outra pessoa.
Não digo isto com raiva, podes crer, mas com bastante serenidade e sensatez.
Só me fizeste bem, acredita.
Sempre tive receio de dizerem que eu queria "dar o golpe",
Pois acho isso imensamente triste
E sempre quis ser independente,
Ter o meu dinheiro
E não depender de um homem para isso.
Uma mulher dar o golpe do baú é triste,
Mas para um homem não é triste, é ridículo.
No entanto, tive tanto medo que pensassem isso de mim, que não reparei que eras tu que o fazias comigo...

Mas só me fizeste bem.
Já aprendi esta dura lição.
E vi que não preciso depender de ninguém para ser feliz.
Amar é bom, mas a dois e sem outros interesses que a mútua felicidade.

Oferecias-me um amor falso, fingido, bonito.
Mas prefiro um cacto sem flores que uma rosa sem picos.
Ao menos com o primeiro já sei que tenho de ter cuidado e vejo directamente a sua beleza.

Oferecias-me, meu amor, beijos de papel
Desenhavas no ar castelos de algodão,
Mas os teus beijos, amor, sabiam a fel
E o algodão acabou por se incendiar...

Chega de chamar amor.
O amor deve ser para sempre,
Mas pelos vistos é passageiro...

Quanto a ti, se calhar,
Notícias como as de hoje eram exactamente o que eu precisava para me levantar de vez,
Para tornar o inconsciente consciente e desistir de vez, de ti.

Se houve alturas em que achava que nunca iria deixar de acreditar, mesmo que não quisesse, hoje deixei.
E,
Até hoje,
De todas as vezes que deixei de acreditar,
Ainda não voltei atrás em nenhuma delas.
Nunca mais voltarei
Se calhar...


Contigo não.
E não há se calhar.

Arrivederci, meu amor amargo.
Se eu quisesse beber amarguez de um trago,
Bebia as penas da minha eternidade
E não bateria mais no meu peito o grito incessante da saudade.